Recondicionar um Motor Elétrico com Defeito ou Adquirir um Motor Novo?

Baseado no relatório da Empresa de Pesquisa Energética – EPE (EPE, 2018) e o último balanço de Energia Útil – BEU (MME, 2005), aproximadamente 25% do valor total do consumo de energia elétrica são do uso final de sistemas motrizes, apenas no setor industrial.

Os sistemas motrizes não contemplam apenas motores elétricos, mas também a instalação elétrica (dispositivos e aparelhos para MPCC – Medição, Proteção, Comando e Controle), a transmissão mecânica, as cargas acionadas (bombas, compressores, ventiladores etc), a instalação mecânica e o uso final da energia.

Preparado pela Engenheira Eletricista Clareana Rangel de Oliveira, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o estudo sobre  Análise Energética e Econômica referente a Aquisição ou Recondicionamento de Motor Elétrico de Indução é focado no motor elétrico, tendo em vista sua relevância no sistema motriz, principalmente motores de indução trifásico gaiola.

Desde 2010, segundo a Portaria Interministerial nº 553 de 2005, apenas motores elétricos com rendimento mínimo da classe IR2 podem ser fabricados, comercializados e importados no Brasil.

Em 2017, com a Portaria Interministerial nº 1, de junho de 2017, o rendimento mínimo estabelecido para motores de indução gaiola de esquilo passa a ser a classe IR3 ou premium, com data limite de 2 anos após a publicação para a fabricação, comercialização no país ou importação. Nesta portaria, são mencionados, pela primeira vez em seu texto, os motores recondicionados, que também deverão atender os níveis de rendimento propostos, quando comercializados.

O recondicionamento do motor é uma opção para indústria no caso de falha no equipamento que, aparentemente é atrativa economicamente. Em função disto, ocorreu um crescimento no número de estabelecimentos que passaram a realizar este tipo de serviço, sem a mínima estrutura e sem se preocupar em atender níveis mínimos de rendimento, na maioria das vezes.

Como alternativa a prática de recondicionar o motor avariado, têm-se a opção de aquisição de um motor novo, neste caso, o motor premium.

Software BDMotor

Neste trabalho, foi realizada uma avaliação energética e econômica da tomada de decisão: recondicionar o motor com defeito ou adquirir um novo motor através de cálculos analíticos e por meio de simulações utilizando-se software BDMotor e planilhas Excel.

No estudo é verificado o tempo de retorno de investimento (payback simples e composto) para um motor de indução trifásico de 50 cv, 4 polos, com 6.000 horas de operação, a ser recondicionado e um motor premium. Também é determinado o payback simples e composto para os motores com potências comerciais até 500 cv, 4 polos, para diferentes cenários de operação (2.000, 4.000, 6.000 e 8.000 horas).

Através dos cálculos e das simulações gerais, possibilitou-se elaborar as principais conclusões e hipóteses sobre qual seria a melhor decisão a ser tomada. Ressalta-se que este resultado é proveniente do cenário apresentado na simulação, porém dependendo de variáveis como: tarifa de energia elétrica, número de horas de operação, diferença entre rendimentos, potência da carga, preço do serviço de recondicionamento e do motor novo e taxa de juros, este resultado pode ser alterado.

Leia também: Motores Elétricos Antigos Podem Sobreaquecer e Causar Acidentes.

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